<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de Experiência Somática - Sofia de Assunção</title>
	<atom:link href="https://sofiadeassuncao.pt/etiqueta/experiencia-somatica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://sofiadeassuncao.pt/etiqueta/experiencia-somatica/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 26 Mar 2026 18:13:49 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://sofiadeassuncao.pt/wp-content/uploads/2022/01/cropped-Screenshot-2022-01-11-at-09.03.15-32x32.png</url>
	<title>Arquivo de Experiência Somática - Sofia de Assunção</title>
	<link>https://sofiadeassuncao.pt/etiqueta/experiencia-somatica/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Porque não consegues escutar o corpo?</title>
		<link>https://sofiadeassuncao.pt/porque-nao-consegues-escutar-o-corpo/</link>
					<comments>https://sofiadeassuncao.pt/porque-nao-consegues-escutar-o-corpo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Assunção]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 18:13:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Soma (corpo)]]></category>
		<category><![CDATA[Dissociação]]></category>
		<category><![CDATA[Embodiment]]></category>
		<category><![CDATA[Escutar o corpo]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência Somática]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem do corpo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sofiadeassuncao.pt/?p=9678</guid>

					<description><![CDATA[<p>Recentemente, várias pessoas têm-me questionado sobre o que significa exatamente “escutar o corpo”. Como é que isso se faz? E porque é que, para algumas de nós, isso parece uma missão impossível? Empatizo muito com quem me traz estas questões porque já foram minhas também. Por isso, senti que poderia ser de ajuda partilhar uma [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sofiadeassuncao.pt/porque-nao-consegues-escutar-o-corpo/">Porque não consegues escutar o corpo?</a> aparece primeiro em <a href="https://sofiadeassuncao.pt">Sofia de Assunção</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, várias pessoas têm-me questionado sobre o que significa exatamente “escutar o corpo”. Como é que isso se faz? E porque é que, para algumas de nós, isso parece uma missão impossível?</p><p class="wp-block-paragraph">Empatizo muito com quem me traz estas questões porque já foram minhas também. Por isso, senti que poderia ser de ajuda partilhar uma ou duas coisas sobre este tema, não só do meu lugar de terapeuta somática, mas também do meu lugar de mulher que empreendeu uma jornada de descoberta do que é isso de escutar o corpo.</p><p class="wp-block-paragraph">Neste <em>blog post</em>, irei explorar <strong>porque é que escutar o corpo parece algo vago e, para muitas de nós, impossível</strong>. Em <em>posts</em> futuros, expandirei mais sobre o que significa exatamente “escutar o corpo”, e como podemos praticar essa escuta.</p><p class="wp-block-paragraph">Deixa-me começar com uma história pessoal. Há uns bons anos atrás, iniciei terapia com uma terapeuta bastante experiente. Numa das nossas primeiras sessões, ela perguntou-me: “<strong>Sofia, onde sentes essa emoção no corpo?</strong>”. Eu ri, não só porque não lhe sabia responder, mas sobretudo por achar a pergunta meio <em>woo-woo</em>.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading"><strong>Dissociação</strong></h2><p class="wp-block-paragraph">Hoje, reconheço que naquela altura, estava demasiado desconectada do meu próprio corpo para sequer considerar a questão que a terapeuta me colocara. De facto, <strong>para que possamos escutar o corpo, precisamos ter um corpo primeiro.&nbsp;</strong></p><p class="wp-block-paragraph">Não podemos escutar um corpo do qual estamos desconectadas, separadas, dissociadas. Esta é uma das razões pela qual muitas de nós não conseguem escutar o corpo.</p><p class="wp-block-paragraph">Quando a minha terapeuta me fez aquela pergunta, eu sabia, cognitivamente, que tinha um corpo. Inclusive, enquanto fisioterapeuta, trabalhava com o corpo diariamente. No entanto, <strong>saber que se tem um corpo não é sinónimo de estar conectada com ele</strong>. Era como se, entre o meu corpo e o meu “eu”, existisse um fosso enorme que nos separava.</p><p class="wp-block-paragraph">Naquela altura, usava inconscientemente o meu corpo como um instrumento, um instrumento que me permitia ir onde eu queria ir, fazer aquilo que eu queria fazer. O meu corpo vivia subjugado à minha mente e às suas ideias, objetivos e agenda. <strong>Não tinha como eu escutar um corpo que eu não habitava.</strong></p><p class="wp-block-paragraph">Precisei de mais uns dez anos (e de um valente empurrão da vida!), para me reconectar com o corpo, agora sob a orientação de uma terapeuta somática. Com a sua guiança, convidou-me repetidamente a observar o meu corpo com os olhos de dentro, apoiando-me a tomar consciência dele e das sensações que nele se iam apresentando.&nbsp;</p><p class="wp-block-paragraph">Descer ao corpo, aterrar no corpo, foi sendo possível devido à profunda segurança da nossa relação terapeuta-cliente. <strong>Essa segurança convidou a minha curiosidade, </strong>curiosidade para explorar o que poderia estar a acontecer nesse espaço que se encontrava abaixo do meu pescoço. </p><p class="wp-block-paragraph">Durante as nossas muitas sessões, eu “fui para o corpo” muitas, muitas vezes. Comecei a desenvolver uma conexão com ele, como numa relação entre duas pessoas que cresce em intimidade. <strong>A presença no corpo anda de mãos dados com a escuta do mesmo</strong> e, como gémeas siamesas, não vivem separadas.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading"><strong>Embodiment </strong></h2><p class="wp-block-paragraph"><strong>O oposto de desconexão do corpo é </strong><strong><em>embodiment</em></strong>. Sem este, sem habitarmos o corpo, não temos como escutá-lo. E, à medida que afinamos essa escuta, mais ocupamos o corpo. É um ciclo que se retroalimenta.</p><p class="wp-block-paragraph">A forma como comecei a aterrar no corpo foi através da<strong> introcepção &#8211; a habilidade de notar o que está a acontecer, no corpo, e dentro dele.</strong></p><p class="wp-block-paragraph">Não foi fácil no início, devo dizer, especialmente porque não sabia muito bem o que procurar. Mas com a orientação da minha terapeuta, comecei a notar lugares de tensão e dor no corpo. E também lugares onde estava tudo bem, onde no lugar da tensão e dor, havia leveza e espaço.&nbsp;</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading"><strong>A linguagem do corpo &#8211; as sensações</strong></h2><p class="wp-block-paragraph">Esta é, também, uma das razões pelas quais, muitas de nós, não conseguem escutar o corpo. Não porque estamos desconectadas dele, mas porque não sabemos o que escutar. Por outras palavras: <strong>não conhecemos a linguagem do corpo, as sensações</strong>.</p><p class="wp-block-paragraph">Resumindo, escutar o corpo requer:</p><ol class="wp-block-list"><li>Que compreendamos a sua linguagem &#8211; a linguagem das sensações</li>

<li>Que nos reconectemos com ele &#8211; <em>embodiment</em></li></ol><p class="wp-block-paragraph">Ambos são processos, acontecendo no gerúndio, como quase tudo na vida.</p><p class="wp-block-paragraph">Espero que este artigo te tenha sido de serviço, e se sentires o chamado para aprofundar a tua consciência somática, sabe <a href="https://sofiadeassuncao.pt/sessoes-individuais/">aqui</a> como te posso apoiar a fazê-lo. </p><p>O conteúdo <a href="https://sofiadeassuncao.pt/porque-nao-consegues-escutar-o-corpo/">Porque não consegues escutar o corpo?</a> aparece primeiro em <a href="https://sofiadeassuncao.pt">Sofia de Assunção</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://sofiadeassuncao.pt/porque-nao-consegues-escutar-o-corpo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como a Somática está a transformar  o meu negócio</title>
		<link>https://sofiadeassuncao.pt/como-a-somatica-esta-a-transformar-o-meu-negocio/</link>
					<comments>https://sofiadeassuncao.pt/como-a-somatica-esta-a-transformar-o-meu-negocio/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Assunção]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 15:55:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dear Diary]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência Somática]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sofiadeassuncao.pt/?p=9524</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nos últimos três anos, mergulhei na terapia somática pelas mãos de diferentes terapeutas. Nesse mergulho, percebo-me a aterrar mais e mais no meu corpo, aproximando-me mais da minha verdade como nunca antes. No passado, ouvi que o nosso corpo é a porta de entrada para a nossa Alma. Hoje, esta não é uma ideia que [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sofiadeassuncao.pt/como-a-somatica-esta-a-transformar-o-meu-negocio/">Como a Somática está a transformar  o meu negócio</a> aparece primeiro em <a href="https://sofiadeassuncao.pt">Sofia de Assunção</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos três anos, mergulhei na terapia somática pelas mãos de diferentes terapeutas. Nesse mergulho, percebo-me <strong>a aterrar mais e mais no meu corpo</strong>, aproximando-me mais da minha verdade como nunca antes.</p><p class="wp-block-paragraph">No passado, ouvi que o nosso <strong>corpo é a porta de entrada para a nossa Alma</strong>. Hoje, esta não é uma ideia que apenas compreendo intelectualmente: é algo que sei no corpo. Ao regressarmos ao corpo, regressamos a nós, recordando a essência de quem sempre fomos, antes de toda a programação e condicionamento.</p><p class="wp-block-paragraph">À medida que a minha consciência somática se amplia, mais eu discirno aquilo que é, de facto meu &#8211; as minhas ideias, desejos e necessidades &#8211;  daquilo que não vem de mim (aquilo que vem do mundo externo). Este discernimento tem sido particularmente <strong>revelador no meu negócio</strong>.</p><p class="wp-block-paragraph">Há onze anos criei o meu próprio negócio. Acreditava que isso era sinónimo de ter escapado do sistema, libertando-me das suas amarras. Porém, <strong>a somática veio mostrar-me onde eu ainda não era livre</strong>. Tornou-me consciente da quantidade de coisas que eu fazia no meu negócio, não porque o escolhera verdadeiramente, mas porque não questionava o “status quo”.&nbsp;</p><p class="wp-block-paragraph">A curiosidade que emerge de um sistema nervoso regulado despoletou um sem número de questões:</p><ul class="wp-block-list"><li>O que estou a fazer no meu negócio que verdadeiramente desejo fazer?</li>

<li>O que estou a fazer porque acredito que “tenho que”, ou porque “é assim que se faz”?</li>

<li>Existe espaço, no meu negócio, para me escutar antes de tomar alguma decisão, ou mantenho-me constantemente ocupada para não sentir?</li>

<li>O meu negócio permite a expressão dos meus dons?</li>

<li>O meu negócio sustenta, ou consome, tempo e atenção ao que é prioritário na minha vida: a minha saúde, a minha família e a minha casa?</li>

<li>Qual o lugar ocupa, afinal, o meu negócio nas prioridades da minha vida?</li></ul><p class="wp-block-paragraph">Estás perguntas foram-me trazendo clareza para decisões que eu precisava tomar, agora que eu não estava mais desconectada de mim mesma.</p><p class="wp-block-paragraph">Partilho algumas delas como exemplo de como alguém que viveu muitos anos em dissociação pode, pouco a pouco, alinhar o seu negócio com o seu corpo e consigo mesma.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading"><strong>Gestão de mensagens</strong></h2><p class="wp-block-paragraph">Quando eu trabalhava como responsável de uma equipa de fisioterapeutas, num hospital suíço, aprendi um <strong>princípio simples</strong>: os emails serviam exclusivamente para comunicar informação, não para discutir uma questão ou resolver um problema.</p><p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos últimos onze anos, esqueci-me disso. Dei por mim a responder a longas mensagens no WhatsApp e por email que, de forma clara, sinalizavam a necessidade de acompanhamento individual. Em vez de comunicar isso com clareza, tentava, através das minhas respostas, fazer com que a pessoa se sentisse vista, ouvida, compreendida.</p><p class="wp-block-paragraph">Com todo o trabalho somático, fui-me tornando mais consciente do quanto esta minha forma de gerir mensagens me estava a esgotar, drenando&nbsp; energia que eu queria dedicar aos meus atendimentos individuais e ao aprofundamento das minhas competências profissionais.</p><p class="wp-block-paragraph">Esta é, afinal, <strong>uma questão de limites</strong>, algo particularmente sensível para quem, no passado, esteve envolvida em relações abusivas. Agora, ao reconectar-me com o meu corpo, comecei a reconhecer os seus limites, os meus limites. <strong>É pelo corpo, e não pela mente, que percebemos o que é, ou não, danoso para nós.</strong></p><p class="wp-block-paragraph">Quando se tornou evidente que a forma como geria mensagens estava a causar danos, decidi regressar ao velho princípio que aprendera lá no hospital.</p><ul class="wp-block-list"><li>Hoje, tenho blocos específicos na agenda dedicados à gestão de mensagens, sejam emails, Whatsapp e instagram. E não acontecem todos os dias.</li>

<li>As minhas respostas são mais diretas e menos explicativas.</li>

<li>“As mensagens servem para comunicarmos informação” e este limite está claro tanto no Whatsapp, quanto no rodapé dos meus emails. Ao fazê-lo, não estou apenas a cuidar de mim. Estou também a mostrar que é possível estar a serviço do outro sem nos abandonarmos, com respeito pelo nosso corpo e energia.</li></ul><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading"><strong>Criação de conteúdo</strong></h2><p class="wp-block-paragraph">A criação de conteúdo ocupa um lugar central em qualquer negócio com presença online. Durante onze anos, trabalhei quase exclusivamente nesse espaço, e grande parte da minha energia diária foi dedicada a criar.</p><p class="wp-block-paragraph">O que fui reconhecendo, através da somática, foi o quanto criava em piloto automático. Criava porque “tinha de criar”. Criava porque “é assim que se faz num negócio digital”. Criava conteúdos que, no fundo, não queria criar, apenas porque acreditava que “é isto que funciona”.</p><p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, a escrita &#8211; uma das razões que me levara a sair do meu trabalho hospitalar e a criar o meu próprio negócio &#8211; não tinha grande espaço na minha criação de conteúdo. “As pessoas não lêem conteúdo longo” &#8211; ouvia repetidamente, e foi assim que fui formatando a minha escrita para ser cada vez mais prática, direta e funcional.</p><p class="wp-block-paragraph">Como resultado, nos últimos anos pratiquei aquilo que chamo de<strong> “escrita sem poesia”.</strong> Alguma vez leste Tony Robbins? O que ele escreve é interessante, mas falta poesia! Não no sentido literal mas carece de textura, cheiro, arte, beleza, magia. É tudo tão cognitivo, tão linear… E, sem me dar conta, aproximei-me desse registo.</p><p class="wp-block-paragraph">O que fiz, também, ao longo de todos estes anos, é que me forcei a criar outros tipos de conteúdo que não envolviam a escrita, como fotografia e vídeo, apesar de nunca terem vindo da minha essência. Para mim, criar imagens ou certos tipos de vídeo é como surfar as ondas da Nazaré: completamente fora do meu ambiente natural.</p><p class="wp-block-paragraph">Se eu quero que o meu negócio seja expressão da minha singularidade e, acima de tudo, se quero um negócio que respeita quem eu verdadeiramente sou e aquilo que tenho para dar, então escrever, e escrever conteúdo longo, precisa de ocupar mais espaço no meu dia a dia de empreendedora. <strong>Não por estratégia, mas por verdade.</strong></p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading"><strong>Ofertas</strong></h2><p class="wp-block-paragraph">“Diversifica as tuas ofertas, cria ofertas para os diferentes níveis da tua persona. É assim que deves fazer para ter um negócio de sucesso”.</p><p class="wp-block-paragraph">Durante anos, absorvi definições de sucesso que não eram minhas. Corri atrás de números, visibilidade, crescimento. Até que, ao regressar ao corpo, <strong>relembrei o que sucesso significa para mim</strong>.</p><p class="wp-block-paragraph">O meu negócio não começou por dinheiro. Se fosse isso que me movesse, nunca teria deixado um trabalho estável num país como a Suíça. O que hoje me preenche é sentir que consigo, efetivamente, ajudar quem me procura através das sessões de <a href="https://sofiadeassuncao.pt/sessoes-individuais/">Terapia Somática</a>.</p><p class="wp-block-paragraph">O meu sistema nervoso pede menos, e mais simples. Será que ter menos ofertas, ou até mesmo uma só oferta, é financeiramente estratégico? Talvez ter menos ofertas, ou até apenas uma, não seja o mais “inteligente” do ponto de vista cognitivo. <strong>Mas aquilo que é considerado inteligente pela mente, nem sempre é o mais inteligente para o sistema nervoso. Ou para a Alma.</strong></p><p class="wp-block-paragraph">Num futuro próximo, irei descontinuar a maioria das minhas ofertas e focar-me apenas naquilo que verdadeiramente ajuda as minhas clientes, e que, ao mesmo tempo, me sustenta por dentro. Menos é, de facto, mais.</p><p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">***</p><p class="wp-block-paragraph">Estas são apenas algumas das decisões que tenho vindo a implementar para que o meu negócio deixe de ser mais um espaço onde me encolho para caber. Um negócio que, finalmente, respeita o meu corpo e a verdade de quem sou.</p><p class="wp-block-paragraph">Permaneço curiosa quanto ao caminho que esta reconexão com a minha “soma” continuará a abrir, na minha vida e no meu trabalho.</p><p>O conteúdo <a href="https://sofiadeassuncao.pt/como-a-somatica-esta-a-transformar-o-meu-negocio/">Como a Somática está a transformar  o meu negócio</a> aparece primeiro em <a href="https://sofiadeassuncao.pt">Sofia de Assunção</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://sofiadeassuncao.pt/como-a-somatica-esta-a-transformar-o-meu-negocio/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Será o trauma parte da tua história?</title>
		<link>https://sofiadeassuncao.pt/sera-o-trauma-parte-da-tua-historia/</link>
					<comments>https://sofiadeassuncao.pt/sera-o-trauma-parte-da-tua-historia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Assunção]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 09:42:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trauma]]></category>
		<category><![CDATA[experiência interna]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência Somática]]></category>
		<category><![CDATA[Somatic Experiencing]]></category>
		<category><![CDATA[trauma]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sofiadeassuncao.pt/?p=9245</guid>

					<description><![CDATA[<p>Trauma não está no evento em si, mas na experiência interna que ele provoca e naquilo que faltou acontecer para que nos sentíssemos seguros.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sofiadeassuncao.pt/sera-o-trauma-parte-da-tua-historia/">Será o trauma parte da tua história?</a> aparece primeiro em <a href="https://sofiadeassuncao.pt">Sofia de Assunção</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="has-black-color has-text-color wp-block-paragraph">A maioria das mulheres que me procura acredita que o trauma não faz parte da sua história. “Eu tive uma infância feliz”, dizem-me muitas vezes no início de um processo terapêutico. Mas à medida que caminhamos juntas, chega o reconhecimento: aquele mal-estar difuso, aquela ansiedade sem explicação aparente, aquelas tensões relacionais… não nasceram do nada. <strong>Têm raízes no trauma</strong>.</p><p class="wp-block-paragraph">Eu também passei por este processo. Em 2008 ou 2009, quando comecei a fazer terapia, respondi exatamente a mesma coisa: <em>“Eu tive uma infância feliz”</em>. Só em 2023, quinze anos depois, é que <strong>reconheci que o trauma fazia parte da minha história</strong>.</p><p class="wp-block-paragraph">Se o tivesse percebido mais cedo, talvez tivesse poupado anos à deriva no mundo do desenvolvimento pessoal, em processos, terapias, mentorias, cursos e programas, sempre à procura de alívio para algo que eu não sabia nomear. <strong>Se soubesse que o trauma estava na origem dos meus maiores desafios</strong>, pessoais e profissionais, talvez tivesse procurado a ajuda certa mais cedo.&nbsp;</p><p class="wp-block-paragraph">“Já devia ter começado esta terapia mais cedo” ou “Como é que não se ouve falar mais desta abordagem em Portugal?”, são partilhas que escuto muitas vezes nas minhas clientes. Mulheres que, tal como eu, <strong>encontram finalmente na Experiência Somática um sentido para aquele <em>malaise</em></strong> persistente, aquela sensação teimosa de que algo não encaixa, mesmo quando&nbsp; “tudo está bem”.</p><p class="has-black-color has-text-color wp-block-paragraph">Estas experiências &#8211; as delas e as minhas &#8211; revelam a importância de <strong>desmistificar, de uma vez por todas, o conceito de trauma</strong>.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h3 class="wp-block-heading">Trauma não é o evento.</h3><p class="has-black-color has-text-color wp-block-paragraph">Tendemos a associar trauma a acontecimentos extremos &#8211; um abuso sexual, a morte de uma criança, uma guerra. E aqui reside a primeira grande distorção: o trauma não está no evento em si, mas <strong>no que se desencadeia dentro de nós como resposta</strong> ao que aconteceu.</p><p class="has-black-color has-text-color wp-block-paragraph">Duas pessoas podem passar exatamente pela mesma situação e terem vivências internas completamente diferentes. Uma pode seguir a vida relativamente bem, enquanto a outra pode ficar profundamente desorganizada.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h3 class="wp-block-heading">Não existem &#8220;traumas grandes&#8221; nem &#8220;traumas pequenos&#8221;.</h3><p class="wp-block-paragraph">Se o trauma não está no evento em si, mas na forma como nós vivemos a experiência dentro de nós, então a distinção entre trauma “grande” e “pequeno” deixa de fazer sentido.</p><p class="wp-block-paragraph">Uma infância marcada por negligência emocional persistente pode deixar marcas tão, ou mais profundas, quanto uma situação de violência física que aconteceu uma única vez.&nbsp; Isto porque, mais uma vez, o que define trauma não é o evento mas <strong>as consequências que esse evento tem na nossa psique e no nosso corpo</strong>.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h3 class="wp-block-heading">Trauma não é apenas o que aconteceu &#8211; é também o que faltou acontecer.</h3><p class="wp-block-paragraph">Outra confusão muito comum é a ideia de que o trauma vive naquilo que nos aconteceu. Porém, o trauma nasce também daquilo que não chegou a acontecer.</p><p class="wp-block-paragraph">E é aqui que encontramos tantas das nossas histórias. <strong>O trauma está, muitas vezes, na ausência de</strong> escuta, de validação, de segurança, de presença, de disponibilidade. Está, muitas vezes, na falta de colo, de espaço para sentir, de alguém que testemunhe sem diminuir, julgar ou invalidar a nossa experiência.</p><p class="wp-block-paragraph"><a href="https://traumahealing.org/">Peter Levine</a>, o pai da <a href="https://www.somatic-experiencing.pt/">Experiência Somática</a> (em inglês, <a href="https://traumahealing.org/">Somatic Experiencing®</a>), diz que trauma não é o que nos acontece, mas o que fica guardado dentro de nós <strong>na ausência de uma testemunha empática</strong>. Por outras palavras: o que fere não é apenas a intensidade da experiência, mas o facto de <strong>ficarmos sozinhos com ela</strong>, numa vivência de profundo desamparo.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2><p class="has-black-color has-text-color wp-block-paragraph">Quanto mais estudo sobre trauma, mais creio que<strong> trauma faz parte da história de todos nós, sem excepção</strong>. <a href="https://traumahealing.org/">Peter Levine</a> diz mesmo que o trauma é um facto da vida, embora não tenha que ser uma sentença.</p><p class="wp-block-paragraph">Acredito profundamente que <strong>reconhecer que o trauma faz parte da nossa própria história</strong> nos dá a oportunidade de atravessar um portal precioso de cura profunda, uma viagem através da qual nos encontramos connosco mesmos de uma forma mais profunda, autêntica e amorosa.</p><p class="has-black-color has-text-color wp-block-paragraph">Ao percorrermos a jornada de cura que o trauma nos convida a caminhar, aprendemos não apenas a acolher a sua dor, mas também a reconhecer os dons mais profundos que ele tem para nos oferecer.</p><p class="wp-block-paragraph"></p><p>O conteúdo <a href="https://sofiadeassuncao.pt/sera-o-trauma-parte-da-tua-historia/">Será o trauma parte da tua história?</a> aparece primeiro em <a href="https://sofiadeassuncao.pt">Sofia de Assunção</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://sofiadeassuncao.pt/sera-o-trauma-parte-da-tua-historia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
