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	<title>Sofia de Assunção</title>
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	<title>Sofia de Assunção</title>
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		<title>Porque não consegues escutar o corpo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Assunção]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 18:13:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Soma (corpo)]]></category>
		<category><![CDATA[Dissociação]]></category>
		<category><![CDATA[Embodiment]]></category>
		<category><![CDATA[Escutar o corpo]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência Somática]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem do corpo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Recentemente, várias pessoas têm-me questionado sobre o que significa exatamente “escutar o corpo”. Como é que isso se faz? E porque é que, para algumas de nós, isso parece uma missão impossível? Empatizo muito com quem me traz estas questões porque já foram minhas também. Por isso, senti que poderia ser de ajuda partilhar uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, várias pessoas têm-me questionado sobre o que significa exatamente “escutar o corpo”. Como é que isso se faz? E porque é que, para algumas de nós, isso parece uma missão impossível?</p><p class="wp-block-paragraph">Empatizo muito com quem me traz estas questões porque já foram minhas também. Por isso, senti que poderia ser de ajuda partilhar uma ou duas coisas sobre este tema, não só do meu lugar de terapeuta somática, mas também do meu lugar de mulher que empreendeu uma jornada de descoberta do que é isso de escutar o corpo.</p><p class="wp-block-paragraph">Neste <em>blog post</em>, irei explorar <strong>porque é que escutar o corpo parece algo vago e, para muitas de nós, impossível</strong>. Em <em>posts</em> futuros, expandirei mais sobre o que significa exatamente “escutar o corpo”, e como podemos praticar essa escuta.</p><p class="wp-block-paragraph">Deixa-me começar com uma história pessoal. Há uns bons anos atrás, iniciei terapia com uma terapeuta bastante experiente. Numa das nossas primeiras sessões, ela perguntou-me: “<strong>Sofia, onde sentes essa emoção no corpo?</strong>”. Eu ri, não só porque não lhe sabia responder, mas sobretudo por achar a pergunta meio <em>woo-woo</em>.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading"><strong>Dissociação</strong></h2><p class="wp-block-paragraph">Hoje, reconheço que naquela altura, estava demasiado desconectada do meu próprio corpo para sequer considerar a questão que a terapeuta me colocara. De facto, <strong>para que possamos escutar o corpo, precisamos ter um corpo primeiro.&nbsp;</strong></p><p class="wp-block-paragraph">Não podemos escutar um corpo do qual estamos desconectadas, separadas, dissociadas. Esta é uma das razões pela qual muitas de nós não conseguem escutar o corpo.</p><p class="wp-block-paragraph">Quando a minha terapeuta me fez aquela pergunta, eu sabia, cognitivamente, que tinha um corpo. Inclusive, enquanto fisioterapeuta, trabalhava com o corpo diariamente. No entanto, <strong>saber que se tem um corpo não é sinónimo de estar conectada com ele</strong>. Era como se, entre o meu corpo e o meu “eu”, existisse um fosso enorme que nos separava.</p><p class="wp-block-paragraph">Naquela altura, usava inconscientemente o meu corpo como um instrumento, um instrumento que me permitia ir onde eu queria ir, fazer aquilo que eu queria fazer. O meu corpo vivia subjugado à minha mente e às suas ideias, objetivos e agenda. <strong>Não tinha como eu escutar um corpo que eu não habitava.</strong></p><p class="wp-block-paragraph">Precisei de mais uns dez anos (e de um valente empurrão da vida!), para me reconectar com o corpo, agora sob a orientação de uma terapeuta somática. Com a sua guiança, convidou-me repetidamente a observar o meu corpo com os olhos de dentro, apoiando-me a tomar consciência dele e das sensações que nele se iam apresentando.&nbsp;</p><p class="wp-block-paragraph">Descer ao corpo, aterrar no corpo, foi sendo possível devido à profunda segurança da nossa relação terapeuta-cliente. <strong>Essa segurança convidou a minha curiosidade, </strong>curiosidade para explorar o que poderia estar a acontecer nesse espaço que se encontrava abaixo do meu pescoço. </p><p class="wp-block-paragraph">Durante as nossas muitas sessões, eu “fui para o corpo” muitas, muitas vezes. Comecei a desenvolver uma conexão com ele, como numa relação entre duas pessoas que cresce em intimidade. <strong>A presença no corpo anda de mãos dados com a escuta do mesmo</strong> e, como gémeas siamesas, não vivem separadas.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading"><strong>Embodiment </strong></h2><p class="wp-block-paragraph"><strong>O oposto de desconexão do corpo é </strong><strong><em>embodiment</em></strong>. Sem este, sem habitarmos o corpo, não temos como escutá-lo. E, à medida que afinamos essa escuta, mais ocupamos o corpo. É um ciclo que se retroalimenta.</p><p class="wp-block-paragraph">A forma como comecei a aterrar no corpo foi através da<strong> introcepção &#8211; a habilidade de notar o que está a acontecer, no corpo, e dentro dele.</strong></p><p class="wp-block-paragraph">Não foi fácil no início, devo dizer, especialmente porque não sabia muito bem o que procurar. Mas com a orientação da minha terapeuta, comecei a notar lugares de tensão e dor no corpo. E também lugares onde estava tudo bem, onde no lugar da tensão e dor, havia leveza e espaço.&nbsp;</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading"><strong>A linguagem do corpo &#8211; as sensações</strong></h2><p class="wp-block-paragraph">Esta é, também, uma das razões pelas quais, muitas de nós, não conseguem escutar o corpo. Não porque estamos desconectadas dele, mas porque não sabemos o que escutar. Por outras palavras: <strong>não conhecemos a linguagem do corpo, as sensações</strong>.</p><p class="wp-block-paragraph">Resumindo, escutar o corpo requer:</p><ol class="wp-block-list"><li>Que compreendamos a sua linguagem &#8211; a linguagem das sensações</li>

<li>Que nos reconectemos com ele &#8211; <em>embodiment</em></li></ol><p class="wp-block-paragraph">Ambos são processos, acontecendo no gerúndio, como quase tudo na vida.</p><p class="wp-block-paragraph">Espero que este artigo te tenha sido de serviço, e se sentires o chamado para aprofundar a tua consciência somática, sabe <a href="https://sofiadeassuncao.pt/sessoes-individuais/">aqui</a> como te posso apoiar a fazê-lo. </p><p>O conteúdo <a href="https://sofiadeassuncao.pt/porque-nao-consegues-escutar-o-corpo/">Porque não consegues escutar o corpo?</a> aparece primeiro em <a href="https://sofiadeassuncao.pt">Sofia de Assunção</a>.</p>
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		<title>Como a Somática está a transformar  o meu negócio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Assunção]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 15:55:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dear Diary]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência Somática]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos três anos, mergulhei na terapia somática pelas mãos de diferentes terapeutas. Nesse mergulho, percebo-me a aterrar mais e mais no meu corpo, aproximando-me mais da minha verdade como nunca antes. No passado, ouvi que o nosso corpo é a porta de entrada para a nossa Alma. Hoje, esta não é uma ideia que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos três anos, mergulhei na terapia somática pelas mãos de diferentes terapeutas. Nesse mergulho, percebo-me <strong>a aterrar mais e mais no meu corpo</strong>, aproximando-me mais da minha verdade como nunca antes.</p><p class="wp-block-paragraph">No passado, ouvi que o nosso <strong>corpo é a porta de entrada para a nossa Alma</strong>. Hoje, esta não é uma ideia que apenas compreendo intelectualmente: é algo que sei no corpo. Ao regressarmos ao corpo, regressamos a nós, recordando a essência de quem sempre fomos, antes de toda a programação e condicionamento.</p><p class="wp-block-paragraph">À medida que a minha consciência somática se amplia, mais eu discirno aquilo que é, de facto meu &#8211; as minhas ideias, desejos e necessidades &#8211;  daquilo que não vem de mim (aquilo que vem do mundo externo). Este discernimento tem sido particularmente <strong>revelador no meu negócio</strong>.</p><p class="wp-block-paragraph">Há onze anos criei o meu próprio negócio. Acreditava que isso era sinónimo de ter escapado do sistema, libertando-me das suas amarras. Porém, <strong>a somática veio mostrar-me onde eu ainda não era livre</strong>. Tornou-me consciente da quantidade de coisas que eu fazia no meu negócio, não porque o escolhera verdadeiramente, mas porque não questionava o “status quo”.&nbsp;</p><p class="wp-block-paragraph">A curiosidade que emerge de um sistema nervoso regulado despoletou um sem número de questões:</p><ul class="wp-block-list"><li>O que estou a fazer no meu negócio que verdadeiramente desejo fazer?</li>

<li>O que estou a fazer porque acredito que “tenho que”, ou porque “é assim que se faz”?</li>

<li>Existe espaço, no meu negócio, para me escutar antes de tomar alguma decisão, ou mantenho-me constantemente ocupada para não sentir?</li>

<li>O meu negócio permite a expressão dos meus dons?</li>

<li>O meu negócio sustenta, ou consome, tempo e atenção ao que é prioritário na minha vida: a minha saúde, a minha família e a minha casa?</li>

<li>Qual o lugar ocupa, afinal, o meu negócio nas prioridades da minha vida?</li></ul><p class="wp-block-paragraph">Estás perguntas foram-me trazendo clareza para decisões que eu precisava tomar, agora que eu não estava mais desconectada de mim mesma.</p><p class="wp-block-paragraph">Partilho algumas delas como exemplo de como alguém que viveu muitos anos em dissociação pode, pouco a pouco, alinhar o seu negócio com o seu corpo e consigo mesma.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading"><strong>Gestão de mensagens</strong></h2><p class="wp-block-paragraph">Quando eu trabalhava como responsável de uma equipa de fisioterapeutas, num hospital suíço, aprendi um <strong>princípio simples</strong>: os emails serviam exclusivamente para comunicar informação, não para discutir uma questão ou resolver um problema.</p><p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos últimos onze anos, esqueci-me disso. Dei por mim a responder a longas mensagens no WhatsApp e por email que, de forma clara, sinalizavam a necessidade de acompanhamento individual. Em vez de comunicar isso com clareza, tentava, através das minhas respostas, fazer com que a pessoa se sentisse vista, ouvida, compreendida.</p><p class="wp-block-paragraph">Com todo o trabalho somático, fui-me tornando mais consciente do quanto esta minha forma de gerir mensagens me estava a esgotar, drenando&nbsp; energia que eu queria dedicar aos meus atendimentos individuais e ao aprofundamento das minhas competências profissionais.</p><p class="wp-block-paragraph">Esta é, afinal, <strong>uma questão de limites</strong>, algo particularmente sensível para quem, no passado, esteve envolvida em relações abusivas. Agora, ao reconectar-me com o meu corpo, comecei a reconhecer os seus limites, os meus limites. <strong>É pelo corpo, e não pela mente, que percebemos o que é, ou não, danoso para nós.</strong></p><p class="wp-block-paragraph">Quando se tornou evidente que a forma como geria mensagens estava a causar danos, decidi regressar ao velho princípio que aprendera lá no hospital.</p><ul class="wp-block-list"><li>Hoje, tenho blocos específicos na agenda dedicados à gestão de mensagens, sejam emails, Whatsapp e instagram. E não acontecem todos os dias.</li>

<li>As minhas respostas são mais diretas e menos explicativas.</li>

<li>“As mensagens servem para comunicarmos informação” e este limite está claro tanto no Whatsapp, quanto no rodapé dos meus emails. Ao fazê-lo, não estou apenas a cuidar de mim. Estou também a mostrar que é possível estar a serviço do outro sem nos abandonarmos, com respeito pelo nosso corpo e energia.</li></ul><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading"><strong>Criação de conteúdo</strong></h2><p class="wp-block-paragraph">A criação de conteúdo ocupa um lugar central em qualquer negócio com presença online. Durante onze anos, trabalhei quase exclusivamente nesse espaço, e grande parte da minha energia diária foi dedicada a criar.</p><p class="wp-block-paragraph">O que fui reconhecendo, através da somática, foi o quanto criava em piloto automático. Criava porque “tinha de criar”. Criava porque “é assim que se faz num negócio digital”. Criava conteúdos que, no fundo, não queria criar, apenas porque acreditava que “é isto que funciona”.</p><p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, a escrita &#8211; uma das razões que me levara a sair do meu trabalho hospitalar e a criar o meu próprio negócio &#8211; não tinha grande espaço na minha criação de conteúdo. “As pessoas não lêem conteúdo longo” &#8211; ouvia repetidamente, e foi assim que fui formatando a minha escrita para ser cada vez mais prática, direta e funcional.</p><p class="wp-block-paragraph">Como resultado, nos últimos anos pratiquei aquilo que chamo de<strong> “escrita sem poesia”.</strong> Alguma vez leste Tony Robbins? O que ele escreve é interessante, mas falta poesia! Não no sentido literal mas carece de textura, cheiro, arte, beleza, magia. É tudo tão cognitivo, tão linear… E, sem me dar conta, aproximei-me desse registo.</p><p class="wp-block-paragraph">O que fiz, também, ao longo de todos estes anos, é que me forcei a criar outros tipos de conteúdo que não envolviam a escrita, como fotografia e vídeo, apesar de nunca terem vindo da minha essência. Para mim, criar imagens ou certos tipos de vídeo é como surfar as ondas da Nazaré: completamente fora do meu ambiente natural.</p><p class="wp-block-paragraph">Se eu quero que o meu negócio seja expressão da minha singularidade e, acima de tudo, se quero um negócio que respeita quem eu verdadeiramente sou e aquilo que tenho para dar, então escrever, e escrever conteúdo longo, precisa de ocupar mais espaço no meu dia a dia de empreendedora. <strong>Não por estratégia, mas por verdade.</strong></p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading"><strong>Ofertas</strong></h2><p class="wp-block-paragraph">“Diversifica as tuas ofertas, cria ofertas para os diferentes níveis da tua persona. É assim que deves fazer para ter um negócio de sucesso”.</p><p class="wp-block-paragraph">Durante anos, absorvi definições de sucesso que não eram minhas. Corri atrás de números, visibilidade, crescimento. Até que, ao regressar ao corpo, <strong>relembrei o que sucesso significa para mim</strong>.</p><p class="wp-block-paragraph">O meu negócio não começou por dinheiro. Se fosse isso que me movesse, nunca teria deixado um trabalho estável num país como a Suíça. O que hoje me preenche é sentir que consigo, efetivamente, ajudar quem me procura através das sessões de <a href="https://sofiadeassuncao.pt/sessoes-individuais/">Terapia Somática</a>.</p><p class="wp-block-paragraph">O meu sistema nervoso pede menos, e mais simples. Será que ter menos ofertas, ou até mesmo uma só oferta, é financeiramente estratégico? Talvez ter menos ofertas, ou até apenas uma, não seja o mais “inteligente” do ponto de vista cognitivo. <strong>Mas aquilo que é considerado inteligente pela mente, nem sempre é o mais inteligente para o sistema nervoso. Ou para a Alma.</strong></p><p class="wp-block-paragraph">Num futuro próximo, irei descontinuar a maioria das minhas ofertas e focar-me apenas naquilo que verdadeiramente ajuda as minhas clientes, e que, ao mesmo tempo, me sustenta por dentro. Menos é, de facto, mais.</p><p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">***</p><p class="wp-block-paragraph">Estas são apenas algumas das decisões que tenho vindo a implementar para que o meu negócio deixe de ser mais um espaço onde me encolho para caber. Um negócio que, finalmente, respeita o meu corpo e a verdade de quem sou.</p><p class="wp-block-paragraph">Permaneço curiosa quanto ao caminho que esta reconexão com a minha “soma” continuará a abrir, na minha vida e no meu trabalho.</p><p>O conteúdo <a href="https://sofiadeassuncao.pt/como-a-somatica-esta-a-transformar-o-meu-negocio/">Como a Somática está a transformar  o meu negócio</a> aparece primeiro em <a href="https://sofiadeassuncao.pt">Sofia de Assunção</a>.</p>
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		<title>Coming back to my body</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Assunção]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 10:54:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dear Diary]]></category>
		<category><![CDATA[Body]]></category>
		<category><![CDATA[Somatic Experiencing]]></category>
		<category><![CDATA[trauma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>I spent most of my twenties and thirties immersed in the world of personal development, reading books, taking courses, participating in programs&#8230; “Come back to your body” was something I heard often, but it would just fly over me. It was as if the idea never “stuck,” like a sticker that keeps peeling off a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">I spent most of my twenties and thirties immersed in the world of personal development, reading books, taking courses, participating in programs&#8230; “Come back to your body” was something I heard often, but it would just fly over me. It was as if the idea never “stuck,” like a sticker that keeps peeling off a wall. The first time it actually landed was during a <a href="https://www.somatic-experiencing.pt/">Somatic Experiencing</a> session.&nbsp;</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading">My therapy session</h2><p class="wp-block-paragraph">I was talking about my mother’s death, and how guilty I felt for not being present during the last two months of her life. I told my therapist that my mother wanted to spend her final months in her own home instead of the nursing facility we had found for her. And that, even though I knew I wouldn’t be as present as I wished &#8211; since I lived two hours away, had two very young children &#8211; I still wanted to respect her choice. So we drove her back home.</p><p class="wp-block-paragraph">It was the last time I saw my mother. Two months later she was hospitalized. The COVID pandemic had just begun, so we weren’t allowed to travel between counties or visit loved ones in hospitals. And three weeks after she passed away. </p><p class="wp-block-paragraph">At some point, my therapist asked: “So… your mother chose to go back home, and you respected her choice, even though you would have preferred for her to be close to you, in a place where she was properly cared for?” I said “yes”.</p><p class="wp-block-paragraph">Then she asked: “And how do you feel, in your physicality, when you say those words: ‘My mother chose, and I respected her choice&#8221; ?”.</p><p class="wp-block-paragraph">I couldn’t feel anything. All I could hear was my mind saying, “Still, you could have done better.” But my therapist kept inviting me back to my physicality: “What does your physicality say?”</p><p class="wp-block-paragraph">She kept bringing me back to my body over and over again, until I noticed something very timid: tension releasing from my shoulders, and my heartbeat becoming gentle, calm, peaceful. I felt my chest open, spacious. <strong>There were no signs of guilt in my body</strong>.&nbsp;</p><p class="wp-block-paragraph">The guilt came only from my thoughts, from a lifelong belief that I was never a good enough daughter, which I later learned is a <strong>common symptom of developmental trauma</strong>.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading">My mind and body were having two different conversations</h2><p class="wp-block-paragraph">It was the first time I understood, in a felt way, the expression I had heard so many times in the context of trauma: <strong>the body-mind split</strong>. It was the first time I realized that <strong>my mind and my body were having two different conversations</strong>.</p><p class="wp-block-paragraph">I was surprised to recognize that <strong>I wasn’t feeling guilty,  I was thinking guilty</strong>. It was conditioning. A program. Something I had been taught to believe about myself and my actions. Not something I truly felt.</p><p class="wp-block-paragraph">This made me question whether the same thing was happening in other areas of my life.&nbsp;Could my body feel something entirely different from what my mind believed? Could my mind make me believe I wanted things or goals that my body couldn’t care less about?</p><p class="wp-block-paragraph">During the weeks that followed, I entered a <strong>state of peace and fullness</strong>. “I guess I’m okay here. I guess all is well now&#8221;. For the first time in my life, I felt <strong>I wasn’t running anymore</strong>.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading">Joy comes from the ability to feel safe in your body</h2><p class="wp-block-paragraph">I became aware that most of my life had been lived in a flight response. I couldn’t feel at peace in the present because my body was wired for fleeing, as if a threat was always present. My flight response was now beginning to deactivate, which allowed me <strong>to feel safer in my body and in the present moment</strong>. Since that day, I’ve been able to make contact with joy on a daily basis.</p><p class="wp-block-paragraph">I feel joy in the most mundane tasks, things that used to be so difficult for me. Cooking, enjoying a Sunday afternoon on the couch watching a movie and really enjoying it, or even the morning and afternoon school runs, which used to feel unbearable. I was now <strong>finding joy in these completely ordinary moments of life</strong>. I was making peace with normality, instead of constantly fantasizing about the future.</p><p class="wp-block-paragraph"><strong>When the past wasn&#8217;t safe enough, the body fears the present and fantasizes about the future.</strong></p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading">Our body and feeling hold the truth</h2><p class="wp-block-paragraph">I feel I’m still at the beginning of this process of coming home to my body. It truly feels like coming home, returning to myself, meeting myself again, as if a long time had passed since I last encountered who I really am. I feel curious to meet myself again and to discover who I am, not through my head, my thinking brain, but through my body and feelings, because now I know <strong>they hold the truth</strong>.</p><p class="wp-block-paragraph">I’m taking my first steps into living life differently &#8211; living from my body and feelings instead of from what I think I should want or pursue. I didn’t know there was another way to live. I wasn’t aware that even when I changed my career and lifestyle, thinking I was choosing in alignment with my truth, I was still disconnected from a deeper truth my body was holding.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading">My unconscious, life-long search for safety</h2><p class="wp-block-paragraph">That truth was that <strong>I didn’t feel safe in my body, and as a consequence, I couldn’t find safety in the present, in any context or relationship</strong>.  I had been completely unconscious of the threat response I was living in, and all the changes I was making in my life were coming from this place of unsafety.</p><p class="wp-block-paragraph">The concepts of “threat” and “safety” were only theoretical for me &#8211; not lived experiences. Because I couldn’t feel the difference between them, I stayed in many dysfunctional intimate relationships, moving from partner to partner, in an unconscious search for safety, which texture, flavor or smell I could barely recognize.</p><p class="wp-block-paragraph">And it wasn’t just partners. I also changed countries, cities, jobs, missions, not because I wasn’t stable, but because <strong>I could not find safety, rest, and peace in any of those external places</strong>, whether physical or relational.</p><p class="wp-block-paragraph">The safety, rest, and peace I didn’t know I was searching for, could only come from within &#8211; from myself, my body, my nervous system. That was what I was unconsciously searching for, in every choice and decision I was making.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading">The gifts of trauma</h2><p class="wp-block-paragraph">I guess this is the gift of trauma: in the same way it disconnects us from our bodies and our true selves, it also brings the opportunity to <strong>reconnect with ourselves in a much deeper and authentic way</strong>. Without trauma, and without my search for help through somatic therapies, I don’t know if I would ever have become conscious of my unconscious. I don’t know if I would have recognized how disconnected I was from my body and my truth. I don’t know if I would have felt how much I was living from my shoulders up, choosing and deciding from my head, overriding my true desires and needs.</p><p class="wp-block-paragraph">I think I’m beginning to feel some kind of gratitude for the traumas I experienced. Without them, I don’t know if I would ever have come back to myself.</p><p class="wp-block-paragraph">How many people live their entire lives walking away from themselves, never truly meeting who they are? That thought makes me sad, because I believe that was my mother’s story. And I also believe &#8211; and this is a brave statement &#8211; that this disconnection is what took her life. </p><p class="wp-block-paragraph">I wish all of us could experience a little of what I am experiencing by coming home to my body, to myself. Because the rest, the calmness, the joy, the peace, the love, the freedom, and even the abundance we feel here&#8230; that is what we have always longed for. </p><p class="wp-block-paragraph">And it has always been here, within ourselves, never out there.</p><p>O conteúdo <a href="https://sofiadeassuncao.pt/coming-back-to-my-body/">Coming back to my body</a> aparece primeiro em <a href="https://sofiadeassuncao.pt">Sofia de Assunção</a>.</p>
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		<title>Será o trauma parte da tua história?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Assunção]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 09:42:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trauma]]></category>
		<category><![CDATA[experiência interna]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência Somática]]></category>
		<category><![CDATA[Somatic Experiencing]]></category>
		<category><![CDATA[trauma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trauma não está no evento em si, mas na experiência interna que ele provoca e naquilo que faltou acontecer para que nos sentíssemos seguros.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="has-black-color has-text-color wp-block-paragraph">A maioria das mulheres que me procura acredita que o trauma não faz parte da sua história. “Eu tive uma infância feliz”, dizem-me muitas vezes no início de um processo terapêutico. Mas à medida que caminhamos juntas, chega o reconhecimento: aquele mal-estar difuso, aquela ansiedade sem explicação aparente, aquelas tensões relacionais… não nasceram do nada. <strong>Têm raízes no trauma</strong>.</p><p class="wp-block-paragraph">Eu também passei por este processo. Em 2008 ou 2009, quando comecei a fazer terapia, respondi exatamente a mesma coisa: <em>“Eu tive uma infância feliz”</em>. Só em 2023, quinze anos depois, é que <strong>reconheci que o trauma fazia parte da minha história</strong>.</p><p class="wp-block-paragraph">Se o tivesse percebido mais cedo, talvez tivesse poupado anos à deriva no mundo do desenvolvimento pessoal, em processos, terapias, mentorias, cursos e programas, sempre à procura de alívio para algo que eu não sabia nomear. <strong>Se soubesse que o trauma estava na origem dos meus maiores desafios</strong>, pessoais e profissionais, talvez tivesse procurado a ajuda certa mais cedo.&nbsp;</p><p class="wp-block-paragraph">“Já devia ter começado esta terapia mais cedo” ou “Como é que não se ouve falar mais desta abordagem em Portugal?”, são partilhas que escuto muitas vezes nas minhas clientes. Mulheres que, tal como eu, <strong>encontram finalmente na Experiência Somática um sentido para aquele <em>malaise</em></strong> persistente, aquela sensação teimosa de que algo não encaixa, mesmo quando&nbsp; “tudo está bem”.</p><p class="has-black-color has-text-color wp-block-paragraph">Estas experiências &#8211; as delas e as minhas &#8211; revelam a importância de <strong>desmistificar, de uma vez por todas, o conceito de trauma</strong>.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h3 class="wp-block-heading">Trauma não é o evento.</h3><p class="has-black-color has-text-color wp-block-paragraph">Tendemos a associar trauma a acontecimentos extremos &#8211; um abuso sexual, a morte de uma criança, uma guerra. E aqui reside a primeira grande distorção: o trauma não está no evento em si, mas <strong>no que se desencadeia dentro de nós como resposta</strong> ao que aconteceu.</p><p class="has-black-color has-text-color wp-block-paragraph">Duas pessoas podem passar exatamente pela mesma situação e terem vivências internas completamente diferentes. Uma pode seguir a vida relativamente bem, enquanto a outra pode ficar profundamente desorganizada.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h3 class="wp-block-heading">Não existem &#8220;traumas grandes&#8221; nem &#8220;traumas pequenos&#8221;.</h3><p class="wp-block-paragraph">Se o trauma não está no evento em si, mas na forma como nós vivemos a experiência dentro de nós, então a distinção entre trauma “grande” e “pequeno” deixa de fazer sentido.</p><p class="wp-block-paragraph">Uma infância marcada por negligência emocional persistente pode deixar marcas tão, ou mais profundas, quanto uma situação de violência física que aconteceu uma única vez.&nbsp; Isto porque, mais uma vez, o que define trauma não é o evento mas <strong>as consequências que esse evento tem na nossa psique e no nosso corpo</strong>.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h3 class="wp-block-heading">Trauma não é apenas o que aconteceu &#8211; é também o que faltou acontecer.</h3><p class="wp-block-paragraph">Outra confusão muito comum é a ideia de que o trauma vive naquilo que nos aconteceu. Porém, o trauma nasce também daquilo que não chegou a acontecer.</p><p class="wp-block-paragraph">E é aqui que encontramos tantas das nossas histórias. <strong>O trauma está, muitas vezes, na ausência de</strong> escuta, de validação, de segurança, de presença, de disponibilidade. Está, muitas vezes, na falta de colo, de espaço para sentir, de alguém que testemunhe sem diminuir, julgar ou invalidar a nossa experiência.</p><p class="wp-block-paragraph"><a href="https://traumahealing.org/">Peter Levine</a>, o pai da <a href="https://www.somatic-experiencing.pt/">Experiência Somática</a> (em inglês, <a href="https://traumahealing.org/">Somatic Experiencing®</a>), diz que trauma não é o que nos acontece, mas o que fica guardado dentro de nós <strong>na ausência de uma testemunha empática</strong>. Por outras palavras: o que fere não é apenas a intensidade da experiência, mas o facto de <strong>ficarmos sozinhos com ela</strong>, numa vivência de profundo desamparo.</p><div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2><p class="has-black-color has-text-color wp-block-paragraph">Quanto mais estudo sobre trauma, mais creio que<strong> trauma faz parte da história de todos nós, sem excepção</strong>. <a href="https://traumahealing.org/">Peter Levine</a> diz mesmo que o trauma é um facto da vida, embora não tenha que ser uma sentença.</p><p class="wp-block-paragraph">Acredito profundamente que <strong>reconhecer que o trauma faz parte da nossa própria história</strong> nos dá a oportunidade de atravessar um portal precioso de cura profunda, uma viagem através da qual nos encontramos connosco mesmos de uma forma mais profunda, autêntica e amorosa.</p><p class="has-black-color has-text-color wp-block-paragraph">Ao percorrermos a jornada de cura que o trauma nos convida a caminhar, aprendemos não apenas a acolher a sua dor, mas também a reconhecer os dons mais profundos que ele tem para nos oferecer.</p><p class="wp-block-paragraph"></p><p>O conteúdo <a href="https://sofiadeassuncao.pt/sera-o-trauma-parte-da-tua-historia/">Será o trauma parte da tua história?</a> aparece primeiro em <a href="https://sofiadeassuncao.pt">Sofia de Assunção</a>.</p>
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		<title>Cuidados Trauma-Informados na Saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Assunção]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2025 16:33:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cuidados Trauma-Informados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As instituições de saúde têm um impacto profundo no bem-estar emocional dos utentes, mas nem sempre esse impacto é positivo. A falta de cuidados trauma-informados nesses contextos pode fazer com que as pessoas saiam desses espaços mais fragilizadas, com experiências de desamparo e desconfiança que impactam negativamente a sua saúde. Quando assim é, quando espaços [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="has-black-color has-text-color has-link-color has-inter-font-family wp-elements-ed13395b02d4c3a6bbd9bed206d9b63c wp-block-paragraph">As instituições de saúde têm um impacto profundo no bem-estar emocional dos utentes, mas nem sempre esse impacto é positivo. A falta de <strong>cuidados trauma-informados</strong> nesses contextos pode fazer com que as pessoas saiam desses espaços mais fragilizadas, com experiências de desamparo e desconfiança que impactam negativamente a sua saúde.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color has-inter-font-family wp-elements-f7e0b98aca7a729bfc9f34ad2f083bf9 wp-block-paragraph">Quando assim é, quando espaços de suposto apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade, causam mais dano, então deixaram de ser parte da solução e passaram a ser parte do problema. E é precisamente por isso que <strong>é urgente a implementação de Cuidados Trauma-Informados</strong>, nomeadamente na saúde e áreas vizinhas.&nbsp;</p><div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-ae422f1982ad1e616896daa00b9ea9e8"><strong><strong><strong>O que são Cuidados Trauma-Informados?</strong></strong></strong></h2><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4dd60b536a03c028bc4a7c19a9d3282d wp-block-paragraph">Cuidados Trauma-Informados (CTI) assentam na compreensão de que a presença de trauma na vida de uma pessoa <strong>pode impactar profundamente a sua saúde física, emocional, mental e relacional</strong>.</p><p class="wp-block-paragraph">Esta abordagem reconhece que a experiência de <strong>trauma afeta a forma como uma pessoa perceciona o mundo à sua volta, como se expressa e como se relaciona</strong> com os outros. Em muitos casos, o trauma compromete a capacidade da pessoa se sentir segura e de desenvolver relações de confiança, nomeadamente com profissionais de saúde e áreas adjacentes.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-65af6d29d2ae73bfa7c2accec0275bb2 wp-block-paragraph">Sabendo que, na presença de trauma, os cuidados prestados a um indivíduo têm o potencial de ser retraumatizantes, causando mais dano do que benefício, os Cuidados Trauma-Informados procuram reduzir este risco, criando <strong>espaços que previnem a retraumatização e que promovem a reparação</strong> do trauma.</p><div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-ed587d478513df59742e2d6025bb3f80"><strong><strong><strong>O que distingue cuidados trauma-informados dos cuidados “comuns”?</strong></strong></strong></h2><p class="wp-block-paragraph">Perceber as nuances que diferenciam cuidados “comuns” de Cuidados Trauma-Informados, ajuda a tornar mais concreta a mudança a que devemos aspirar. <strong>Seguem-se algumas das maiores diferenças</strong>.</p><div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h3 class="wp-block-heading"><strong><strong>1. Do Julgamento à Empatia</strong></strong></h3><ul class="wp-block-list"><li><strong>Cuidados Comuns</strong>: A abordagem tradicional tende a perguntar: <em>&#8220;O que há de errado com esta pessoa?&#8221;</em>. Esta perspetiva interpreta os sintomas ou comportamentos como problemas a serem corrigidos ou eliminados, desconsiderando o contexto mais amplo ou possíveis causas subjacentes. É uma abordagem que tende a rotular e colocar as pessoas em caixas, o que impossibilita que as vejamos verdadeiramente.</li>

<li><strong>Cuidados Trauma-Informados</strong>: Em vez de procurar &#8220;o que está errado&#8221;, esta abordagem pergunta: <em>&#8220;De que é que esta pessoa precisa?&#8221;</em>.&nbsp; Em vez de tratar os sintomas e comportamentos como &#8220;problemas&#8221;, o objetivo é compreendê-los como respostas adaptativas a experiências difíceis ou traumáticas. E, desta forma, reconhece que os sintomas e comportamentos fazem todo sentido, no contexto da história daquela pessoa. Aqui, a pessoa é realmente vista e escutada, o que convida à segurança, empatia e conexão.</li></ul><div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h3 class="wp-block-heading"><strong><strong>2. Da Autoridade à Parceria</strong></strong></h3><ul class="wp-block-list"><li><strong>Cuidados Comuns</strong>: Muitas abordagens convencionais colocam o profissional de saúde, ou de áreas próximas, como autoridade máxima. A pessoa atendida é muitas vezes vista como passiva, e com pouca ou nenhuma voz no processo de decisão sobre o seu cuidado. Isto impede a criação de um vínculo seguro e de confiança com o prestador de cuidados, assim como desempodera a pessoa atendida. Desta forma, perpetua-se o desempoderamento consequente do trauma, causando aquilo que se chama de retraumatização.&nbsp;</li>

<li><strong>Cuidados Trauma-Informados</strong>: A relação aqui é de parceria. O profissional vê a pessoa atendida como alguém com experiência e conhecimento valioso sobre si mesma e as suas necessidades. O objetivo é empoderar a pessoa, reconhecendo os seus direitos humanos e devolvendo-lhe a voz nas decisões sobre o seu próprio cuidado. Assim, promovemos a sua autonomia e empoderamento.</li></ul><div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h3 class="wp-block-heading"><strong><strong>3. De Espaços Ameaçadores a Espaços Seguros</strong></strong></h3><p class="wp-block-paragraph"><strong>Cuidados Comuns</strong>: Quando os profissionais não reconhecem como certos ambientes, abordagens ou práticas comuns impactam o sistema nervoso da pessoa atendida, o risco de lhes causar dano e até retraumatização, é maior. Alguns exemplos disso são: falta de privacidade na recepção de um centro de saúde, profissionais que tocam no corpo da pessoa sem consentimento prévio ou um profissional de saúde que interrompe o relato da pessoa atendida para preencher formulários, sem validar ou reconhecer o que está a ser partilhado. A falta de sensibilização a este tema aumenta a vulnerabilidade da pessoa atendida.</p><p class="wp-block-paragraph"><strong>Cuidados Trauma-Informados</strong>: A principal prioridade é criar ambientes seguros e acolhedores, que minimizem o risco de retraumatização. Alguns exemplos disso são: numa recepção, não tornar públicos dados privados da pessoa como número de telefone, morada ou diagnóstico; antes de qualquer toque, exame ou procedimento, informar a pessoa sobre o que vai acontecer e pedir explicitamente o seu consentimento; o profissional ajusta o seu ritmo ao da pessoa atendida, permitindo pausas e reconhecendo a importância do que está a ser partilhado. Além disso, os profissionais são treinados para identificar sinais de desconforto e insegurança, ajustando as suas abordagens de forma a evitar a retraumatização.</p><div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h3 class="wp-block-heading"><strong><strong>4. Da Invalidação ao Acolhimento</strong></strong></h3><ul class="wp-block-list"><li><strong>Cuidados Comuns</strong>: Nos cuidados tradicionais, o que a pessoa comunica sobre a sua experiência nem sempre é verdadeiramente escutado ou validado. Muitas vezes, os relatos são desvalorizados, minimizados ou até mesmo descartados como exagero, o que pode levar a sentimentos de isolamento, desamparo e de que não é possível confiar naqueles espaços e profissionais.</li>

<li><strong>Cuidados Trauma-Informados</strong>: Aqui, a voz da pessoa é honrada como central no processo de cuidado. O profissional não apenas escuta, mas valida a experiência da pessoa como legítima e importante. O acolhimento implica reconhecer que cada indivíduo tem a sua própria experiência interna e que essa experiência é válida e merece ser escutada sem julgamentos.</li></ul><div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Conclusão</strong></h2><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-7e387bc15b93539ac8a2144e13917167 wp-block-paragraph"><strong>O trauma não é uma experiência rara</strong> ou limitada a um pequeno número de pessoas. Pelo contrário, faz parte da experiência humana de formas muito mais abrangentes do que tradicionalmente se reconhece.</p><p class="wp-block-paragraph"><strong>O trauma pode resultar </strong>de eventos extremos, como abusos, guerras ou desastres naturais, mas também de experiências quotidianas que desafiam o nosso senso segurança e a capacidade de regulação do sistema nervoso, como negligência emocional na infância, stress crónico, perdas significativas, discriminação ou até procedimentos médicos invasivos.</p><p class="wp-block-paragraph">Estudos como o Adverse Childhood Experiences (ACE) Study mostram que <strong>uma grande percentagem da população viveu experiências adversas que impactam a saúde física e mental</strong> ao longo da vida. Além disso, o mundo atual, com crises globais, desigualdades e ritmos de vida acelerados, aumenta mais ainda a prevalência de experiências potencialmente traumáticas.</p><p class="wp-block-paragraph">Torna-se evidente que <strong>a saúde não pode ser plenamente compreendida ou promovida sem considerar o impacto do trauma</strong> na vida das pessoas. Ainda assim, muitos modelos de cuidado continuam a ignorar estas conexões, abordando os sintomas de forma fragmentada e desconsiderando as causas subjacentes.</p><p class="wp-block-paragraph"><strong>Sem uma abordagem trauma-informada</strong>, os cuidados de saúde podem inadvertidamente ser fontes de dano e retraumatização, levando a uma menor confiança nos profissionais e nos espaços de cuidado, e consequente abandono dos serviços e agravamento das questões de saúde física e/ou mental.&nbsp;</p><p class="wp-block-paragraph">A transição de cuidados convencionais para cuidados trauma-informados, não é apenas uma mudança de abordagem, mas uma <strong>transformação fundamental na forma como nos vemos e nos relacionamos</strong> uns com os outros.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1d168bb07b4d903dbcec836bd867659a wp-block-paragraph">Mais do que uma prática isolada, trata-se de umas <strong>novas “lentes” que permeiam toda a cultura de uma organização</strong> ou de uma equipa, uma cultura que minimize a possibilidade de reativar traumas passados, enquanto promove saúde, bem-estar e resiliência.<strong>A urgência desta transição não pode ser ignorada:</strong> para cuidar verdadeiramente, é preciso compreender o impacto do trauma e garantir que os espaços de apoio sejam, de facto, seguros e reparadores.</p><div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências bibliográficas</strong></h2><ul class="wp-block-list"><li><strong>Felitti, V. J., Anda, R. F., Nordenberg, D., Williamson, D. F., Spitz, A. M., Edwards, V., Koss, M. P., &amp; Marks, J. S. (1998).</strong> Relationship of childhood abuse and household dysfunction to many of the leading causes of death in adults: The Adverse Childhood Experiences (ACE) Study. <em>American Journal of Preventive Medicine, 14</em>(4), 245-258. <a href="https://doi.org/10.1016/S0749-3797(98)00017-8">https://doi.org/10.1016/S0749-3797(98)00017-8</a></li></ul><p>O conteúdo <a href="https://sofiadeassuncao.pt/cuidados-traumas-informados-na-saude/">Cuidados Trauma-Informados na Saúde</a> aparece primeiro em <a href="https://sofiadeassuncao.pt">Sofia de Assunção</a>.</p>
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		<title>Como Mudar Pensamentos Negativos e Acalmar a Mente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Assunção]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Jan 2025 17:17:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Acalmar a mente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Como faço para mudar os pensamentos negativos e acalmar a mente?&#8221; é uma questão frequente que recebo das minhas clientes. Quando nos sentimos com a mente acelerada e dominada por pensamentos negativos, é perfeitamente natural desejarmos controlar os nossos pensamentos. No fundo, acreditamos que se formos capazes de dominar a nossa mente, nos iremos sentir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="has-black-color has-text-color has-link-color has-inter-font-family wp-elements-27a7e2f55334e60cd6276ae15419df28 wp-block-paragraph">“Como faço para mudar os pensamentos negativos e acalmar a mente?&#8221; é uma questão frequente que recebo das minhas clientes.</p><p class="wp-block-paragraph">Quando nos sentimos com a mente acelerada e dominada por pensamentos negativos, é perfeitamente natural desejarmos controlar os nossos pensamentos. No fundo, acreditamos que se formos capazes de dominar a nossa mente, nos iremos sentir mais calmas e leves.</p><p class="wp-block-paragraph">No entanto, apenas cerca de 5% dos nossos pensamentos são conscientes. Os restantes 95% têm origem no nosso subconsciente. Isto significa que os nossos pensamentos não são controlados, apenas, pela nossa mente consciente.&nbsp; <strong>O que acontece no nosso subconsciente é, na verdade, aquilo que mais influencia os nossos pensamentos</strong>.</p><p class="wp-block-paragraph">O nosso subconsciente diz respeito às memórias que guardámos num outro lugar que não a mente consciente; esse lugar é o corpo. <strong>São as memórias impressas na fisiologia do nosso sistema nervoso que mais influenciam a qualidade dos nossos pensamentos</strong>.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color has-inter-font-family wp-elements-fc5687a7bbb2ea2dc0437f7548a7bfef wp-block-paragraph">Neste artigo, a minha intenção é tornar mais claro o impacto que o nosso sistema nervoso tem na nossa saúde mental e qualidade dos nossos pensamentos.</p><div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-e4c2d0a28ced40a0c499c275994ef202"><strong><strong>O Sistema Nervoso em Modo de Sobrevivência</strong> </strong></h2><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-728539c95ad7dcc366917bcec8ac36f5 wp-block-paragraph">O sistema nervoso tem como principal função assegurar a nossa sobrevivência. Em situações de perigo, ele ativa respostas automáticas como lutar, fugir ou congelar, de forma a garantir a nossa sobrevivência.</p><p class="wp-block-paragraph">Num sistema saudável, estas respostas são desativadas quando a ameaça termina. Contudo, quando passamos por períodos prolongados de stress ou experiências traumáticas, o sistema nervoso pode ficar preso nestes estados de alerta, mesmo que a ameaça já tenha passado. Quando assim é, passamos a viver em <strong>modo de sobrevivência</strong>.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-66283deecac3aa73c23f6871fb12bf70 wp-block-paragraph"><strong>Quando o sistema nervoso está em modo de sobrevivência, ele afeta diretamente os nossos pensamentos</strong>, que se tornam acelerados, desorganizados ou negativos. Vamos entender melhor esta ligação.&nbsp;</p><div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h3 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-65a7a33ad5a5d2b10fa6bfef8c88019e"><strong><strong>Os Pensamentos nos Diferentes Estados do Sistema Nervoso</strong></strong></h3><p class="wp-block-paragraph">O estado do nosso sistema nervoso determina o tipo de pensamentos que temos.&nbsp;</p><div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h4 class="wp-block-heading"><strong>1. Pensamentos em Estado de Aceleração</strong></h4><p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Quando nos sentimos <strong>aceleradas, ansiosas, incapazes de relaxar</strong>, é sinal de que o nosso sistema nervoso simpático está ativado (modo de luta ou fuga). Este estado prepara-nos para reagir a ameaças, mantendo-nos em alerta constante.</p><p class="wp-block-paragraph"><strong>Neste estado, surgem pensamentos como:</strong></p><ul class="wp-block-list"><li>“Será que estão chateados comigo?”</li>

<li>“24 horas não chegam para tudo o que tenho para fazer.”</li>

<li>“Tenho que fazer isto já.”</li>

<li>“Não posso parar e descansar.”</li></ul><div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h4 class="wp-block-heading"><strong>2. Pensamentos em Estado de Desânimo</strong></h4><p class="wp-block-paragraph">Quando nos sentimos <strong>desanimadas, sem energia, sem esperança</strong>, é sinal de que o ramo dorsal do nosso sistema nervoso parassimpático está ativado (estado de colapso). Este estado procura proteger-nos de situações ou emoções insuportáveis.</p><p class="wp-block-paragraph"><strong>Neste estado, surgem pensamentos como:</strong></p><ul class="wp-block-list"><li>“Perdi a minha oportunidade.”</li>

<li>“Tudo parece impossível. Para quê tentar?”</li>

<li>“Nunca vou conseguir.”</li>

<li>“Não quero ver ninguém.”</li></ul><div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h4 class="wp-block-heading"><strong>3. Pensamentos em Estado de Bloqueio&nbsp;</strong></h4><p class="wp-block-paragraph">Quando, por um lado, <strong>queremos agir e caminhar em alguma direção e, por outro lado, não conseguimos avançar</strong>, é sinal de que o nosso sistema nervoso está com “um pé no acelerador e outro no travão” (coativação do sistema nervoso simpático e do sistema nervoso parassimpático &#8211; estado de congelamento).</p><p class="wp-block-paragraph"><strong>Neste estado, podem surgir pensamentos como:</strong></p><ul class="wp-block-list"><li>“Quero dar passos numa direção, mas sinto-me bloqueada.”</li>

<li>“Estou confusa acerca da minha verdade e não consigo comunicá-la.”</li>

<li>“Preciso avançar mais rápido, mas estou paralisada.”</li>

<li>“Preciso otimizar o meu tempo, mas não consigo.”</li></ul><p class="wp-block-paragraph">Este estado de coativação gera confusão e frustração.</p><div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h4 class="wp-block-heading"><strong>4. Pensamentos em Estado de Segurança</strong></h4><p class="wp-block-paragraph">Quando nos sentimos <strong>seguras, relaxadas, conectadas</strong> connosco e com o outro, é sinal de que o nosso sistema nervoso está num estado de segurança (ativação do ramo ventral do sistema nervoso parassimpático).</p><p class="wp-block-paragraph"><strong>Neste estado, os nossos pensamentos tornam-se mais positivos e claros:</strong></p><ul class="wp-block-list"><li>“Embora as coisas estejam difíceis, sei que vão passar.”</li>

<li>“Estou exatamente onde devia estar.”</li>

<li>“Está tudo certo como está.”</li>

<li>“Eu posso ter a minha experiência e o outro pode ter a experiência dele.”</li></ul><div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div><h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>2. Conclusão</strong></h2><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4ded224f65a89633d0ff3b33225486a3 wp-block-paragraph"><strong>O sistema nervoso é responsável pelos nossos:</strong></p><ul class="wp-block-list"><li>pensamentos</li>

<li>emoções</li>

<li>sensações</li>

<li>percepção</li>

<li>comportamentos</li></ul><p class="wp-block-paragraph">Se queremos mudar pensamentos negativos e acalmar a mente, precisamos <strong>cuidar do nosso sistema nervoso e ajudá-lo a sair do modo de sobrevivência</strong>.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-9bb3599272818bd8244eeda9e74b9192 wp-block-paragraph">Quando o nosso corpo se sente novamente seguro, os nossos pensamentos encontram finalmente clareza e tranquilidade. Esta é a chave para vivermos e desfrutarmos plenamente do momento presente.</p><p class="wp-block-paragraph"></p><p>O conteúdo <a href="https://sofiadeassuncao.pt/mudar-pensamento-negativos-e-acalmar-a-mente/">Como Mudar Pensamentos Negativos e Acalmar a Mente</a> aparece primeiro em <a href="https://sofiadeassuncao.pt">Sofia de Assunção</a>.</p>
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		<title>A Jornada de Self-Mastery</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Assunção]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Sep 2024 13:18:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Self-mastery]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O primeiro artigo deste blog tinha que ser sobre a jornada de self-mastery e sobre o que este conceito realmente significa. O trabalho que tenho desenvolvido desde que comecei a trabalhar como Coach, há quase dez anos atrás, foi sempre sobre self-mastery, mesmo que eu não tivesse consciência disso. Mas este ano (2024), ao mergulhar [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sofiadeassuncao.pt/a-jornada-de-self-mastery/">A Jornada de Self-Mastery</a> aparece primeiro em <a href="https://sofiadeassuncao.pt">Sofia de Assunção</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="has-black-color has-text-color has-link-color has-inter-font-family wp-elements-9c16bec27038dcbc3dfe940f8d580e0e wp-block-paragraph">O primeiro artigo deste blog tinha que ser sobre a jornada de <em><strong>self-mastery</strong></em> e sobre o que este conceito realmente significa.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color has-inter-font-family wp-elements-c78a39ebbc12988a1168f864d746f46d wp-block-paragraph">O trabalho que tenho desenvolvido desde que comecei a trabalhar como Coach, há quase dez anos atrás, foi sempre sobre <em>self-mastery</em>, mesmo que eu não tivesse consciência disso.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color has-inter-font-family wp-elements-8c32c70c11056a7ded8c7020ee32e40e wp-block-paragraph">Mas este ano (2024), ao mergulhar profundamente no tema do trauma, o conceito de <em>self-mastery</em> veio até mim e tornou-se claro que era exatamente isso de que o meu trabalho tratava.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color has-inter-font-family wp-elements-36f079b39444ced340d2fe09cd9000c7 wp-block-paragraph">Neste artigo, quero partilhar contigo <strong>a minha visão pessoal deste conceito</strong>, até para que, em futuros artigos, sempre que ele surgir, saibas exatamente a que é que eu me refiro.</p><h2 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-d99c05af54adfd6573a5e3cd6e6d98bf">1. O que significa <em>self-mastery</em>?</h2><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-9c2711cde6b9f0a7ff3823dfc9bfcd34 wp-block-paragraph">O termo <em>self-mastery</em> é um termo importado da língua inglesa que, quando traduzido diretamente para português significa “&#8217;<strong>domínio do eu</strong>&#8216;”. Porém, “domínio do eu” remete, de alguma forma, para uma noção de exercer controlo sobre si mesmo, ao passo que <strong><em>self-mastery</em> remete mais para uma noção de se conhecer amplamente a si mesmo</strong>, ao ponto de “dominar” a complexidade da sua própria pessoa.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-befe1a43de0a241c187b9b81dda7fc47 wp-block-paragraph">Da mesma forma que alguém que tem um ‘master’ (mestrado) é considerado mestre no respetivo assunto, <strong>alguém que tem <em>self-mastery</em> é alguém que é mestre de si mesmo</strong>. É alguém que se conhece e compreende profundamente.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-29c770bb14bb80381b7cbd4f6dfae14c wp-block-paragraph">Termos como “autoliderança” ou “controlo do eu” são termos utilizados, na língua portuguesa, com um significado semelhante ao de <em>self-mastery</em> mas que, no meu entender, não comunicam toca a sua amplitude.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f9e42015604339045249c9b31893310f wp-block-paragraph">Por estas razões, integrei o termo <em>self-mastery</em> no meu trabalho e utilizá-lo-ei, daqui para a frente, no decorrer deste, e de outros artigos neste blog.</p><h2 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-79be5000c4cb47f50f0b0da772a35d9c">2. Os 6 degraus da jornada de <em>self-master</em>y</h2><div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1366" height="768" src="https://sofiadeassuncao.pt/wp-content/uploads/2024/09/Estamos-melhorando-nosso-site-Clique-no-botao-abaixo-para-receber-novidades.-1-1.png" alt="" class="wp-image-8193" style="width:829px;height:auto" srcset="https://sofiadeassuncao.pt/wp-content/uploads/2024/09/Estamos-melhorando-nosso-site-Clique-no-botao-abaixo-para-receber-novidades.-1-1.png 1366w, https://sofiadeassuncao.pt/wp-content/uploads/2024/09/Estamos-melhorando-nosso-site-Clique-no-botao-abaixo-para-receber-novidades.-1-1-1024x576.png 1024w, https://sofiadeassuncao.pt/wp-content/uploads/2024/09/Estamos-melhorando-nosso-site-Clique-no-botao-abaixo-para-receber-novidades.-1-1-768x432.png 768w, https://sofiadeassuncao.pt/wp-content/uploads/2024/09/Estamos-melhorando-nosso-site-Clique-no-botao-abaixo-para-receber-novidades.-1-1-600x337.png 600w" sizes="(max-width: 1366px) 100vw, 1366px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Imagem 1 &#8211; Pirâmide da Jornada de Self-Mastery</em></figcaption></figure></div><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-5032ac2d3abc9111c62fc25500a867e6 wp-block-paragraph">Se estás a ler este artigo e te interessas por desenvolvimento pessoal, <strong>é garantido que estás na tua própria jornada de <em>self-mastery</em></strong>, tenhas ou não consciência disso.&nbsp;</p><h3 class="wp-block-heading has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-b35950a669de9191c63fa283ba8efac4" style="font-size:16px">1º degrau &#8211; Autoconsciência</h3><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-d9fe8b5b4352bc55d71fbeaebcdb449c wp-block-paragraph">Geralmente, entramos neste mundo do autodesenvolvimento, a partir de um senso de <strong>“alguma coisa tem que mudar em mim”</strong>. Não sabemos bem o que é, mas sentimos que algo que não está bem e que precisamos fazer alguma coisa. Este é o <strong>primeiro degrau da jornada de <em>self-mastery</em></strong> e diz respeito à <strong>autoconsciência</strong>.</p><h3 class="wp-block-heading" style="font-size:16px">2ª degrau &#8211; Auto-exploração</h3><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-4432f76cbcf3b7b19abf04cf044d9060 wp-block-paragraph">Começamos então a explorar os nossos <strong>pensamentos</strong>, as nossas <strong>crenças</strong> limitantes e potenciadoras e as nossas <strong>emoções</strong>. Estamos no segundo degrau da jornada de <em>self-mastery</em> &#8211; auto-exploração.</p><h3 class="wp-block-heading" style="font-size:16px">3º degrau &#8211; Autocompreensão</h3><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-42af989b7184baf207d7394b9333e70c wp-block-paragraph">A determinado ponto, sentimos que não chega reconhecer os nossos pensamentos e emoções. Queremos agora compreender <strong>o que nos faz agir como agimos</strong>, <strong>porque somos como somos</strong> &#8211; auto-compreensão, o terceiro degrau da jornada de <em>self-mastery</em>.</p><h3 class="wp-block-heading" style="font-size:16px">4º degrau &#8211; Auto-amor</h3><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-13d73102327f790059065cd4054b3a63 wp-block-paragraph">Quando começamos a compreender porque somos como somos e a influência que a nossa infância, vinculação com as figuras parentais e traumas têm na pessoa que somos hoje, <strong>surge uma necessidade imperativa de nos acolhermos, aceitarmos e validarmos</strong>, amorosa e compassivamente &#8211; auto-amor ou amor próprio, o quarto degrau da jornada de <em>self-mastery</em>.</p><h3 class="wp-block-heading" style="font-size:16px">5º degrau &#8211; Auto-transformação</h3><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-db754bc725ceaf769fa32e87309ce76c wp-block-paragraph">E nesse caminho, começamos a perceber que existe uma diferença entre quem acreditamos ser (a identidade que construímos de nós mesmos) e quem verdadeiramente somos. Iniciamos, assim, uma jornada de <strong>transcender quem acreditámos ser</strong>, <strong>incorporar o nosso verdadeiro ‘eu’</strong> e <strong>reclamar o nosso verdadeiro potencial</strong> &#8211;&nbsp; auto-transformação, o quinto degrau da jornada de <em>self-mastery</em>.</p><h3 class="wp-block-heading" style="font-size:16px">6º degrau &#8211; Domínio do ego</h3><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-d3adbcd330d87c1fc1d0be2f4029e5a3 wp-block-paragraph">O último e sexto degrau desta jornada, é dominar o ego, reconhecendo que ele não é quem verdadeiramente somos, mas somente <strong>uma “interface” para navegarmos a nossa vida terrena</strong>. É despertar da ilusão da Separação. É relembrar e reconectar com a Fonte, que está em nós.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-8dcb75d039bbcbb4c3734013321128f6 wp-block-paragraph">A jornada de <em>self-mastery</em> não é uma jornada linear, de etapas bem definidas. Por vezes, podemos ter um pé num degrau acima e outro num degrau abaixo, o que reflete bem a complexidade da nossa natureza humana e a não linearidade do nosso processo evolutivo.</p><h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">3. Requisitos para evoluir no nosso&nbsp;<em>self-mastery</em>?</h2><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-f8ee56823684f5ab12735a3d4146c6c0 wp-block-paragraph">Evoluir no nosso <em>self-mastery</em> requer que passemos tempo connosco mesmos. Não a fazer coisas mas sim “sentados” connosco, <strong>fazendo companhia às múltiplas partes que nos compõem</strong> e às suas necessidades e desejos próprios. Para que possamos ouvi-los, precisamos sentar-nos em <strong>silêncio</strong>, algo que fazemos cada vez menos.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-fe57578ce87b5580a1d2c497e76eae6d wp-block-paragraph"><strong>Requer que nos sentemos com o desconforto</strong> que certos pensamentos, emoções, pessoas e situaçãos acordam no nosso corpo. Por outras palavras, requer que <strong>ampliemos a nossa</strong> <strong>resiliência</strong>.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-025765666455f511bf8b4fa8cea190d8 wp-block-paragraph"><em>Self-mastery</em> requer <strong>desapego do nosso mundo exterior</strong>, sejam coisas, emoções, ideias, lugares, pessoas, funções, desejos, situações. Requer que nos tornemos soberanos, para que a nossa felicidade não assente em nada, nem ninguém, que não em nós mesmos. Se as coisas acontecerem como desejávamos, óptimo; mas se não, continuamos felizes e inteiros.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-bb139d6f536af9185b28ea2e62da3d07 wp-block-paragraph"><strong>Requer transcender</strong>, todos os dias, pensamentos, emoções e comportamentos que nos impedem sequer de fazer contacto com o potencial que temos em nós. Exige <strong>quebrar as correntes que nos mantém cativos do passado</strong>, prisioneiros de uma imagem com a qual nos identificámos, confinados a capacidades muito aquém do poder que realmente possuímos.&nbsp;</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-127218305a1b4aa4a7780a9c911c8d91 wp-block-paragraph"><strong>Requer ser uma inspiração</strong>, em primeiro lugar, para nós mesmos. Demanda-nos transcender as nossas limitações de ontem e a pessoa que acreditámos ser, para incorporar o Divino, a Graça, a Honra, a Elegância, o Poder Criativo e Ilimitado que temos dentro de nós. É deixar a nossa luz interior brilhar, é incorporar, é viver o potencial total com que fomos presenteados à nascença.</p><h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size">4. Conclusão</h2><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-eef0cd5b048080b6215aa813cf139a21 wp-block-paragraph">Não há nada mais inspirador para mim do que observar alguém que é completamente feliz consigo mesmo, que se ama, que ama passar tempo na sua própria companhia, que sabe exatamente como estar lá para si. Alguém que é preenchido de si mesmo (em inglês, “<em>full of oneself</em>”, que significa, curiosamente, arrogante, presunçoso, egoísta).</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-e26f4314fdae6372b101f16fa5c7207a wp-block-paragraph">Pessoalmente, não conheço ninguém que se “domina” completamente a si mesmo mas conheço pessoas que alcançaram um nível importante de <em>self-mastery</em>. Isto diz-me que mais do que algo que devemos buscar alcançar, <em>self-mastery</em> é sobretudo algo que devemos buscar trabalhar diariamente. Não é um fim em si, não é um destino aonde chegar; é, sobretudo, uma jornada a caminhar.</p><p class="has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-efa99e7b6ec457eb034314659960d449 wp-block-paragraph"><strong>O caminho será certamente diferente para cada um de nós mas estaremos todos, degrau a degrau, regressando a Casa.</strong></p><p>O conteúdo <a href="https://sofiadeassuncao.pt/a-jornada-de-self-mastery/">A Jornada de Self-Mastery</a> aparece primeiro em <a href="https://sofiadeassuncao.pt">Sofia de Assunção</a>.</p>
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